Neste final de semana estive passando por uma avenida próximo a minha residência, quando avistei uma igreja “que se diz cristã”, e na fachada da mesma estava afixado um banner que dizia algo do tipo:
“Compareça nesta sexta feira e receba o anel da sorte, o anel que tira todo mal da sua vida".
Em uma outra esquina me deparei com outra cena um tanto quanto parecida com a anterior, uma placa que dizia:
“participe de nossa campanha e receba o sabonete ungido. ”
Em outras palavras, estamos vivendo um tempo em que a apostasia está tomando conta de muitos líderes, pois no afã de angariar membros e ter os seus templos cheios, vemos pessoas fazendo de tudo para alcançar seus objetivos, não importando o meio que utilizarão para atingir suas metas, muitos estão fazendo da casa de oração, um covil de ladrões, vendendo os seus sabonetes, sal e apetrechos espirituais que além de não servir para nada, (paganismo)ainda aprisiona as pessoas, pois os mesmos se sentem aprisionados, pois dependem de tais objetos para alcançarem a graça e o favor divino. Nós como a Igreja do Deus Vivo precisamos urgentemente voltar às origens e buscar o leite puro e genuíno, que é a palavra de Deus, fazendo assim uma reforma em nosso ser. “desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, obedecendo somente a palavra de Deus.”(1 pe 2:2)
“Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado do Norte e dize: Volta, ó pérfida Israel, diz o SENHOR, e não farei cair a minha ira sobre ti, porque eu sou compassivo, diz o SENHOR, e não manterei para sempre a minha ira;”
“Se voltares, ó Israel, diz o SENHOR, volta para mim; se removeres as tuas abominações de diante de mim, não mais andarás vagueando”. (Jr 3:12;4:1)
Falando em Reforma
Quando afixou suas 95 teses (breve estarei postando-as aqui no blog) na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, em outubro de 1517, Martinho Lutero não poderia supor que seu protesto contra os rumos que a igreja tomara fosse se desdobrar em transformações tão profundas. O pensamento de Lutero motivou uma revolução dentro da cristandade e influencia o mundo religioso até hoje, passados 463 anos de sua morte. O clamor da reforma protestante por austeridade e fidelidade aos preceitos bíblicos soa mais atual do que nunca. É o legado de um homem que decidiu aliançar-se com sua consciência, mesmo que isso implicasse romper com suas convicções.
Sede espiritual
A vida sacerdotal de Lutero poderia ter sido igual à de tantos outros religiosos, não tivesse sido profundamente marcada pela leitura da Bíblia. Ele descobriu o Livro Sagrado na biblioteca do convento dos Agostinianos onde vivia. Até então, seu conhecimento das Escrituras resumia-se a fragmentos proferidos nas Igrejas, insuficientes para aplacar sua sede espiritual. O resultado disso é que em 1511, em visita à Roma, começou a achar que nada do que a Igreja e a tradição religiosa ofereciam como caminho para Deus era eficaz. As relíquias veneradas, os lugares sagrados ou as indulgências para diminuir a pena do purgatório pareceram-lhe tentativas fracassadas de alcançar paz interior e comunhão com Deus. "Será que tudo isto é verdade?", questionava-se Lutero, que por sua devoção e inteligência conquistara respeito e admiração, tanto como sacerdote, quanto como professor.
Seus estudos da Bíblia tornaram-se uma obsessão em busca de respostas. Foi então que encontrou a passagem de Romanos que incendiou sua alma: "O justo viverá pela fé", sentencia a carta do apóstolo Paulo. A partir daí, todos os seus sermões e aulas passaram a conter ensinamentos da Palavra de Deus aplicados à vida das pessoas. Pregava a nova verdade que descobrira, a da justificação pela fé. Seu público crescia cada vez mais, atraído pelo monge que ousava dizer que a salvação não podia ser obtida por obras ou pela compra do perdão de Deus, mas somente pela graça divina.
Protesto
A distância entre a realidade da Igreja e os princípios bíblicos que descobrira revoltava Lutero a tal ponto que resolvera protestar publicamente contra os rumos que Roma vinha imprimindo à fé cristã. Em 31 de outubro de 1517, a Igreja do Castelo amanheceu com as 95 teses pregadas à sua porta. Era costume, na época, afixar opiniões para debate em locais públicos para que os interessados tomassem conhecimento do assunto. Certamente, nada do que já fora publicado poderia causar maior polêmica que os escritos de Lutero. Suas teses foram rapidamente divulgadas por toda a Alemanha e caíram como uma bomba em Roma. Nelas, Lutero afirmava a nulidade das indulgências para perdoar pecados e livrar almas da condenação, contestava o poder da Igreja como mediadora entre os fiéis e Deus e assegurava que todo fiel arrependido era remido de seus pecados através da fé em Cristo. Era o início da reforma protestante, o movimento que iria causar a maior cisão da história do cristianismo.
Lutero pagou caro por desafiar os poderes eclesiásticos. O papa Leão X exigiu sua presença em Roma, de onde certamente não sairia vivo. Autoridades alemãs, contudo, conseguiram que seu caso fosse discutido em seu país, para onde se dirigiram os representantes da Santa Sé. Mas nada fez o Reformador voltar atrás em suas posições. Num ato de desafio, Lutero queimou, na frente de todo o povo, a bula papal que exigia sua retratação. A ruptura definitiva veio em janeiro de 1521, quando o papa decretou sua excomunhão.
Elo comum
Por essa época, o ex-monge já não era apenas um religioso idealista, mas tornara-se um líder nacional. O movimento que iniciara espalhou-se por toda a Alemanha, dando espaço a um grande avivamento espiritual. Como o país passou a gozar de mais liberdade para buscar a Deus, surgiram várias comunidades dirigidas por leigos. A Bíblia, traduzida por Lutero para o alemão, tornou-se acessível aos fiéis. "Se permanecerdes com as Escrituras, sereis vitoriosos", exortava-os o Reformador. Iniciou-se um grande movimento em prol da formação de uma igreja nacional, livre do domínio romano. Mas a liberdade religiosa, de fato, só seria concedida em 1555, quando o imperador Fernando reconheceu o protestantismo como um movimento legal e deu autonomia para que cada príncipe decidisse qual seria a religião de seu território.
Martinho Lutero morreu no dia 18 de fevereiro de 1546, na cidade de Eisleben, aos 62 anos. Suas idéias, contudo, permaneceram. Apesar da oposição e ameaças da inquisição, sua obra espalhou-se pela Europa. O movimento reformista cresceu excepcionalmente em locais como Inglaterra, França, Escócia, Países Baixos e Escandinávia. Séculos mais tarde, missionários oriundos dessas nações levaram o protestantismo à América, África e Ásia. As sementes da Igreja Evangélica mundial estavam lançadas.
Neste ano, quando se completam 450 anos da morte do Reformador, o contexto teológico e a influência da sua obra continuam fundamentais. Para o teólogo Walter Altmann, autor do livro Lutero e libertação (Ed. Ática e Sinodal, 1994), os conceitos principais da obra luterana - justificação pela fé e pela graça de Deus, a prevalência das Escrituras Sagradas sobre a tradição e o sacerdócio universal dos crentes – são reconhecidos por todas as denominações protestantes em sua própria tradição histórica, inclusive, e em larga medida, pelo pentecostalismo. O legado de Martinho Lutero é, por isso, o elo a mais - além da fé comum nas doutrinas fundamentais do Evangelho – entre milhões de crentes no mundo inteiro.
Conclusão
Sola Fidei, Sola Gratia, Sola Escriptura
Tudo que podemos ter ou receber de Deus é:
Sola Fidei “ ...Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós...” (Atos 3:16); “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Rm 1:17); justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, (Rm 3:22); “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28)
Sola Gratia “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram.” (Atos 15:11)
Sola Escriptura “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim; Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. (At 17:11; 18:24)
“Porque d’Ele, e por meio d’Ele e para Ele são todas as coisas ”
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